--    
Quando esvaziares teu coração do amor terreno, começarás a enchê-lo do amor divino. (Tratado da carta de São João 2.8).

PASTORAL DO DÍZIMO
O dízimo é um exercício da fé

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram. (Heb 11,6):
Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício bem superior ao de Caim, e mereceu ser chamado justo, porque Deus aceitou as suas ofertas. Graças a ela é que, apesar de sua morte, ele ainda fala.
Toda oferta é fruto do reconhecimento. O dízimo é fruto da graça. A graça que poucos procuram. A certeza que muitos desejam. O dízimo é uma experiência da fé.
Participar da vida da Igreja e ser dizimista é uma benção. É estar consciente das necessidades que a comunidade esta passando e saber que o nosso dízimo está ajudando em sua caminhada. É ser desapegado dos bens materiais, em beneficio dessas necessidades.
Mas, a caminhada da Igreja, bem como a caminhada do dizimista, não é feita de um dia para o outro. Quanto ao cristão, é necessário conversão, entrega, doação,
muita fé, muito amor, muita disposição.
O sentido e o fundamento bíblico do dízimo a cada dia está sendo esclarecido. Atualmente, já não é visto apenas como uma lei, como antigamente. "Cumpria-se um preceito deixado por Deus".
O dízimo hoje é visto como sinal de amor partilha e compromisso. Uma maneira que temos de vivenciar e colaborar para que a comunidade caminhe, fortaleça e cresça.
O dízimo é uma das pastorais mais difíceis de trabalhar na Igreja, pois envolve a fé e o desapego das riquezas materiais. "Envolve o coração, a razão e o bolso".
É difícil a tarefa. A conversão do cristão inicia-se no coração, caminha na razão e em alguns casos, tem dificuldades de se consolidar no bolso. "Isto, envolve-se: fé, consciência e desapego".
É uma pastoral, onde se realiza uma evangelização que nos leva à fraternidade. Nos torna mais solidários e preocupados com o desenvolvimento da comunidade e o acolhimento dos irmãos mais necessitados, como Deus nos pede (Deut 14,28-29; Deut 26, 12-15; Mt 25,31-46).
O dizimista consciente está sempre empenhado a praticar a caridade (ajudar por amor), além de querer que sua vida, sua comunidade, seja viva, próspera e fecunda.
Infelizmente ainda nem todos, talvez por falta de exercitar a fé, conhecimento, vivência da partilha, questionamentos; não entenderam ainda verdadeiramente o sentido do dízimo para a Igreja e na sua vida.
Que o Deus da Paz, na sua infinita bondade e misericórdia, nos capacite a isso. Aos cristãos dizimistas muita fé e perseverança. Aos que ainda não fizeram essa experiência, possam ser tocados pelo Espírito Santo e os leve à experiência do partilhar.

<<Voltar