FORMAÇÃO
BÍBLICA
2.2 Inspiração
Tal
como a Revelação, também a Inspiração
Bíblica já acabou. O que ilumina a Igreja
em prosseguimento à Obra de Cristo (Jo 20,21) é
uma especial Assistência do Espírito Santo,
e não se confunde com a Inspiração
Bíblica, como a própria Igreja define e explica:
"A
verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura
contêm e apresentam, (...). ...escritos sob a Inspiração
do Espírito Santo (cf. Jo 20,31; 1 Tm 3,16; 2 Pe
1,19-21; 3,15-16), eles têm Deus por autor e nesta
qualidade foram confiados à Igreja. Para escrever
os Livros Sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens,
na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo
Ele neles e por eles, escrevessem, como verdadeiros autores,
tudo aquilo e só aquilo que Ele próprio queria"
("Dei Verbum" n.º 11; Catecismo. da Igreja
Católica n.º 105/106).
"Por
isso, a pregação apostólica, que é
expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se
por uma sucessão contínua até a consumação
dos tempos. (...). Esta Tradição, oriunda
dos Apóstolos, progride na Igreja sob a Assistência
do Espírito Santo..." (Constituição
'Dei Verbum', Conc. Vat. II, n.º 8).
O
que não se deve perder de mira é que tanto
a Revelação como a Inspiração
foram dons ou carismas especiais de Deus para a confecção
da Sagrada Escritura, e isto se deu quando dos originais,
não se estendendo às traduções,
aos comentários ou mesmo à exegese. Por isso,
a missão da Igreja de interprete única, por
causa daquele já mencionado "depósito"
(da fé) que lhe é pertinente:
"O
'depósito' (1 Tm 6,20; 2 Tm 1,12-14) da fé
("depositum fidei"), contido na Sagrada Tradição
e na Sagrada Escritura, foi confiado pelos Apóstolos
à totalidade da Igreja. 'Apoiando-se nele, o Povo
Santo todo, unido a seus Pastores, persevera continuamente
na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, na
Fração do Pão e nas Orações,
de sorte que na conservação, no exercício
e na profissão da fé transmitida, se crie
uma singular unidade de espírito entre os bispos
e os fiéis.' (cfr. Catecismo 84)
'O
encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus
escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério
vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus
Cristo' ("Dei Verbum", 10), isto é, aos
bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo
de Roma" (idem 85).
Pode-se
desde já perceber a importância da Tradição,
que é a transmissão das verdades reveladas
pelos Apóstolos a seus sucessores, no que se estrutura
o Magistério da Igreja.
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