FLAVIO
OLIVEIRA
A
COMUNIDADE
O que é hoje o conjunto Flávio de Oliveira, trinta
anos atrás era um pequeno sítio com muitas árvores,
lavoura, horata e animais. Chamava-se Vila São Sebastião
e quem cuidava disso tudo era o senhor Joaquim Machado e seus
filhos.
INÍCIO
DA COMUNIDADE
No começo a região do Flávio de Oliveira
pertencia à comunidade do Cardoso. Motivadas por uma
forte religiosidade popular, as famílias se reuniam nas
casas para rezar a novena de Nossa Senhora de fátima,
fazer as Vias Sacras na Semana Santa e participar do terço
em família. Crianças ventidas de anjos, foguetes
e leilões contribuíam para dar colorido e animar
a festa.
O primeiro Círculo Bíblico foi coordenado pelo
senhor Sebastião, ministro da eucaristia, recém
chegado de outra paróquia. Dona Cici foi a primeira cobradora
do dízimo: "Em pouco tempo, diz ela, houve vários
cobradores, motivo pelo qual nos desligamos do Cardoso e criamos
a nova Comunidade."
A ata de fundação da comunidade tem como data
inicial o dia 27 de novembro de 1987. Na ocasião foi
criado o conselho que iria animar os trabalhos da comunidade.
Fizeram parte do primeiro conselho: Sebastião, José
Miranda, Marcos Lana, Perciliana, Cici, Paulete Flausino, Valdilene,
Shirley, Vicente e Tarcísio de Carvalho.
A primeira missa na nova comunidade foi celebrada no Centro
Social pelo Pe. Toninho. A partir de 1991 a comunidade usou
as instalações da escola municipal Antônio
Mourão para a catequese e as celebrações
dominicais.
CONSTRUÇÃO
DA IGREJA SANTO AGOSTINHO
No primeiro momento, alguns moradores do bairro tentaram conseguir
a doação de um terreno para a igreja. Interesses
políticos e desentendimentos com a associação
e entre os moradores tornaram impossível a doação.
Em junho de 1992 a comunidade comprou um lote na rua Cipotânia
graças a um espréstimo da comunidade Araguaia,
que logo foi devolvido. Em janeiro de 1993 a comunidade decidiu
vender esse lote e comprou o atual, melhor situado, onde foi
construída a capela.
Em menos de três anos, com recursos próprios, sem
ajuda de fora, e graças ao trabalho de uma equipe competente,
a comunidade levantou a igreja. Em votação o povo
escolheu como padroeiro Santo Agostinho.
O
PADROEIRO
SANTO
AGOSTINHO
28 de Agosto
Não existiria se sua mãe, Mônica não
tivesse sido santa, gerando o filho à fé pelas
orações e lágrimas!
Aurélio Agostinho nasceu um Tagaste, hoje região
da Argélia, norte da África, em 354, filho de
Mônica e Patrício: ela, santa esposa e mãe,
ele pagão rude e violento. Agostinho teve uma mocidade
inquieta, agitada pelas paixões e desvios doutrinais.
Inteligência eleita, aguda, penetrante, depois dos desmandos
da juventude, procurou a verdade e a redenção
do seu espírito irrequieto, através das filosofias,
mas debalde. Formou-se brilhantemente em retórica e ,
ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia....
Procurando maior glória, deixou Cartago, cidade de seus
estudos, e foi para a capital do Império Romano, abrindo
uma escola de retórica, mas ficou por pouco tempo, porque
teve a nomeação oficial de professor de retórica
e gramática em Milão. Aí, atraído
pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou
a assistir aos sermões do santo bispo. Do apreço
à forma literária da pregação. Agostinho
passa ao apreço pelo conteúdo. Converte-se a instrução
e é batizado por Santo Ambrósio, na Páscoa
de 387. Tinha trinta e três anos e chegara ao término
de um longo e laborioso processo de conversão, para o
qual, além de sua sede de verdade, tiveram um papel importante
as preces e as lágrimas de sua santa mãe.
O próprio Agostinho descreve o toque final da graça
de Deus que levou à conversão: "Enquanto,
chorando debaixo de uma figueira, debatia-me entre sentimentos
e forças opostas... de súbito, ouço uma
voz que cantava e repetia muitas vezes: "Toma e lê,
toma e lê..." Agarrei o livro (carta aos Romanos)
e li para mim aquele capítulo que primeiro se apresentou
aos meus olhos e eram estas as palavras: ' Caminhemos como de
dia; nada de desonestidades, nem dissoluções;
nada de contendas nem ciúmes; ao contrário, revesti-vos
do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os
desejos da carne' (Rm. 13,13s). Não quis ler mais nem
era necessário; pois penetrou-me no coração
uma espécie de luz serena e todas as trevas de minhas
dúvidas fugiram". (Confissões, cap. X).
Com ele foi batizado também o filho Adeodato; jovem inteligentíssimo,
que faleceu aos 15 anos de idade, com grande dor de Agostinho.
Decidiu então voltar para sua pátria, a África,
com sua mãe Mônica, que faleceu na viagem perto
de Roma. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida
comunitária, entregue à meditação,
ao estudo da Bíblia, à oração e
obras de caridade.
Mas, no dizer do Evangelho, a luz não pode ficar oculta.
Agostinho foi procurado pelo bispo de Hipona, a fim de que o
ajudasse na pregação, pois o bispo era velho e
doente. Foi ordenado sacerdote e, pouco depois, com a morte
do bispo, Agostinho foi aclamado pelo povo como sucessor.
Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um
bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável
de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os
assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia.
Sua ação e influência pastoral não
se limitou à pequena cidade portuária de que era
bispo, mas rompeu as fronteiras, tornando-se uma espécie
de oráculo de sabedoria teológica que a civilização
antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo
pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio
metafísico mais portentoso que viram os tempos. Sua linguagem
apaixonada e cálida, expressiva e pessoal, seduz, convence,
comove. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos
séculos posteriores. Entre suas obras imortais, emerge
sua autobiografia Confissões e a Cidade de Deus, que
é uma filosofia da história vista à luz
da mensagem cristã.
Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de
idade, amargurado ao ver os bárbaros sitiarem sua cidade
episcopal.
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da comunidade Flavio Oliveira, entre
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