ARAGUAIA
A COMUNIDADE
A
comunidade Araguaia começou a dar os primeiros passos
por volta do ano 80. Naquela época ainda não
havia um terreno próprio e a comunidade se reunia nas
casas para os círculos bíblicos e as celebrações
ou cultos. O Pe. Bonifácio acompanhou a comunidade
no começo.
AQUISIÇÃO
DO TERRENO
Em 1982 o senhor Mardoqueu e dona Moacira, em nome da comunidade
começaram a procurar um terreno para a construção
da capela. Naquela época, o Pe. Ronaldo, ainda seminarista,
acompanhava a comunidade. Depois de muitas idas e vindas à
prefeitura, a comunidade descobriu o terreno onde atualmente
está construída a capela. O terreno ficou para
a comunidade e lá se construiu o salão.
ORGANIZAÇÃO
DA COMUNIDADE
O primeiro conselho comunitário foi fundado em outubro
de 1980. Fizeram parte do mesmo: Carlos Miranda, Maria Lima,
Iramira e Maria Paulina.
Aos poucos a comunidade foi-se organizando. As Irmãs
Dominicanas deram muita força. Nessa época a paróquia
passou a valorizar as comunidades, descentralizando-se da matriz.
Surgiram novas lideranças, movimentos e pastorais. Acomunidade
Araguaia ganou autonomia e força, animada sempre por
um grupo significativo de lideranças.
Na hora de escolher o padroeiro ou a padroeira, o povo optou
pelo nome de SANTA MÔNICA.
Hoje, a comunidade Araguaia é um espaço de participação,
luta e fé no meio do povo.
A PADROEIRA
SANTA
MÔNICA
27 de Agosto
"Santa
Mônica, mãe de Santo Agostinho, foi ao longo dos
séculos o tipo de mãe cristã; a mãe
forte, que por sua resistência, suas lágrimas e
orações conseguiu a conversão de um dos
maiores pensadores e santos da Igreja e da humanidade. O próprio
Santo Agostinho diz de sua mãe: "que pela carne,
concebeu seu filho para a vida temporal mas, pela fé
e o coração, o fez nascer para a vida eterna".
Santa Mônica nasceu em Tagaste, norte da África,
por volta de 332, da família cristã. Tendo chegado
à idade própria para o casamento, foi dada pelos
pais por esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício,
jovem pagão, rude. O caráter idônio do marido
foi para Mônica fonte de sofrimentos e provações
mais duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência
e mansidão, encontrando consolação nas
orações que, fervorosas, elevava ao céu
pela conversão do esposo. Deus recompensou esta dedicação
e estas orações, podendo ela ver a conversão
sincera do marido, que recebeu o batismo.
Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho
e Navígio, e um filha, Perpétua, que se tornou
religiosa. O filho mais velho, Agostinho, foi sua grande preocupação,
fonte de amarguras, motivo de lágrimas amargas.
Embora não lhe deixasse faltar bons conselhos e o educasse
nos princípios da religião cristã, a vivacidade,
a inconstância, o espírito de insubordinação
de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe
o batismo, com receio que ficasse uma graça profana.
De fato, Agostinho, morto o pai, aos dezessete anos, afastou-se
da casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios.
O coração de Mônica sofreu terrivelmente
com as notícias dos desmandos do filho; redobrou suas
orações, e certo dia, pedindo conselho e consolação
junto a um bispo, este animou dizendo: "Continue a rezar,
pois é impossível que se perca um filho de tantas
lágrimas".
Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica
em Cartago. Mas, espírito irrequieto, se afiliou à
seita herética dos maniqueus. Procurando fugir das instâncias
da mãe aflita, às escondidas, tomo o navio rumando
para Roma, e de Roma para Milão, onde consegue o honroso
cargo de professor oficial de retórica.
Mônica em seu afeto de mãe, e mãe cristã,
que deseja a todo custo recuperar o filho, viaja da África
para a Itália à procura do filho, encontrando-o
em Milão, onde, aos poucos, termina seu sofrimento. De
fato, em Milão, Agostinho, inicialmente por curiosidade
retórica, depois por interesse espiritual, tinha-se tornado
freqüentador dos magníficos sermões do santo
bispo Ambrósio. Aí se deu sua conversão:
recebeu o batismo com seu filho Adeodato e o amigo insepáravel,
Alípio. Mônica colhia os frutos de suas orações
e de suas lágrimas.
Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, a África,
mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica
adoeceu e veio a falecer. Agostinho imortalizou estes últimos
momentos, escrevendo:
"Próximo
já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que
nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma
janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa. Era
em Óstia, onde apartados da multidão, após
o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos
as forças para embarcarmos. Falávamos a sós,
muito docemente esquecendo o passado e ocupando-nos do futuro,
qual seria a vida eterna dos santos, que nunca os olhos viram,
nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou.
Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente
celeste da fonte da vida divina". Naquele momento, Mônica
entregou sua bela alma a Deus. Corria o no 387. Ela contava
56 anos de idade.
Seu corpo atualmente se conservava na Igreja de Santo Agostinho
em Roma.
PASTORAIS E MOVIMENTOS
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Para
maiores informações sobre as Pastorais e Movimentos
da comunidade Araguaia, entre em contato
com a Coordenação da comunidade.
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